Valmarino Double Terroir Cabernet Sauvignon
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*Sujeito à alteração sem aviso prévio
Valmarino Double Terroir Cabernet Sauvignon

Perfil sensorial e ficha técnica
Entenda o estilo do rótulo em poucos segundos: primeiro as notas de degustação, depois os dados técnicos para comparar uva, origem, serviço e harmonizações.
Notas de degustação - Valmarino Double Terroir Cabernet Sauvignon
Coloração rubi-escuro com tons violáceos.
Elegante com notas de frutas negras (cassis e mirtilo), frutas secas (uvas passas, ameixa) e sutil presença da madeira com aromas de café, chocolate, tostado e especiarias.
Na boca apresenta acidez moderada, retrogosto frutado com a presença de taninos sedosos que conferem grande persistência e final de boca longo e harmônico.
Ficha técnica - Valmarino Double Terroir Cabernet Sauvignon
- Cabernet Sauvignon
- Carnes vermelhas
- Cordeiro
- Caças
- Queijos fortes
- Massas
- Inverno
- Outono
- Jantar Especial
Nossa avaliação
sobre o Valmarino Double Terroir Cabernet Sauvignon
Descrição do produto
Cabernet Sauvignon DOUBLE TERROIR
Modelo DT17
13,5% Vol.
50% Cabernet Sauvignon de Pinto Bandeira;
50% Cabernet Sauvignon de Uruguaiana;
12 meses em madeira americana de 1º uso;
Previsão de guarda de até 10 anos;
3 407 garrafas numeradas;
FICHA TÉCNICA VINHO FINO TINTO SECO CABERNET SAUVIGNON DOUBLE TERROIR.
MARCA: VALMARINO
O solo, o clima, a altitude, a quantidade de chuvas, o relevo e a interação do homem fazem parte do conceito de terroir. Nossa Linha Valmarino tem o diferencial de utilização de vinhedos próprios. Este vinho DOUBLE TERROIR tem a proposta de juntar duas regiões, para buscar a expressão máxima da variedade Cabernet Sauvignon - rainha das uvas tintas, que apresenta comportamento diferente conforme seu local de cultivo. Este vinho nasceu de um projeto com intuito de valorizar dois terroirs distintos com suas características peculiares. Utilizamos 50% de uvas de Uruguaiana e 50% de uvas próprias de Pinto Bandeira.
UM VINHO ÚNICO DE DUAS REGIÕES
-Processos e vinificações em separado;
-Recepção das uvas, desengace e breve esmagamento;
-Adição de metabissulfito, enzimas e levedura para a fermentação alcoólica, a temperatura controlada entre 25 a 30ºC por 10 dias;
-Descuba e prensagem do bagaço;
-Realização completa da fermentação malolática por aproximadamente 30 dias;
-Realizada a 1ª trasfega com correção do metabissulfito;
-Realizada a 2ª trasfega sendo feito o Blend composto de 50% de cada vinho( Uruguaiana / Pinto Bandeira) seguido de estabilização tartárica;
-O vinho foi acondicionado em tanques de aço inox por 4 meses e após envelhecido em barricas novas de carvalho americano por um período de 12 meses,
-Descansou por mais 30 dias em tanque e foi engarrafado.
Dados Analíticos:
-Álcool= 13,5 % Vol
-pH= 3,65.
-Acidez= 78 meq/l.
-Açúcar= 3,3 g/l.
-Extrato= 31 g/l.
Considerações:
-Vinho único que busca valorizar o potencial da variedade Cabernet Sauvignon de duas regiões distintas - Uruguaiana na Campanha Gaúcha e Pinto Bandeira na Serra Gaúcha.
-Produção limitada.
- Vinho com potencial de guarda estimado de 10 anos dependendo sua conservação em adega e na posição horizontal.
Notas de Degustação:
-Vinho tinto de coloração rubi-escuro com tons violáceos. No aroma é elegante com notas de frutas negras (cassis e mirtilo), frutas secas (uvas passas, ameixa) e com sutil presença da madeira que lhe conferem aromas de café, chocolate, tostado e especiarias. Na boca apresenta acidez moderada, retrogosto frutado com a presença de taninos sedosos que conferem grande persistência e final de boca longo e harmônico.
Acompanhamento:
- Carnes vermelhas, cordeiro, caças, queijos fortes, pratos condimentados e massas.
Temperatura de Consumo:
- De 15° a 20° C.
Marco Antonio Salton
Responsável Técnico

A Vinícola Valmarino nasceu da determinação de Orval Salton, enólogo formado em Mendoza e estudioso das variedades viníferas europeias, que em 1978 adquiriu uma propriedade de 24 hectares em Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul, e plantou ali o primeiro vinhedo de Cabernet Franc da região. A vinícola foi fundada oficialmente em 1997, com os filhos Marco Antônio, Guilherme e Rodrigo como sócios, e leva no nome uma homenagem às origens da família: Cison di Valmarino, município da região do Vêneto, na Itália.
Hoje, com 21 hectares cultivados e 18 variedades viníferas, a Valmarino produz vinhos e espumantes com identidade clara, ancorados no terroir de Pinto Bandeira — território reconhecido pela Denominação de Origem Altos de Pinto Bandeira. A parceria com o californiano Nathan Churchill, iniciada em 2006, ampliou o alcance da vinícola e consolidou rótulos de produção limitada que figuram entre os tintos varietais mais respeitados do Brasil.
Perguntas frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre escolha, consumo, harmonização e conservação.
Qual é a diferença entre Brut e Moscatel?
O Brut é um espumante seco (8,1 a 15 g/L de açúcar), de duas fermentações, com 10–13% de álcool. O Moscatel é adocicado (mínimo 20 g/L de açúcar natural da uva), elaborado pelo método Asti em fermentação única, com álcool mais leve (7–10%) e aromas intensos de uva e flores.
Qual é o espumante mais seco?
O Nature, com até 3 g/L de açúcar residual — praticamente nenhuma dosagem.
Qual espumante é mais doce?
Na classificação legal, a categoria Doce (acima de 60 g/L). No dia a dia brasileiro, o Moscatel é o doce mais popular.
Qual espumante combina com churrasco?
O Brut Rosé é o mais indicado: fruta vermelha e acidez para linguiça, frango e cortes suínos. Para cortes bovinos intensos, rosés estruturados ou Blanc de Noirs.
Qual espumante combina com bolo?
Bolos e doces pedem Moscatel ou Demi-Sec — o espumante deve ser tão ou mais doce que a sobremesa.
Qual espumante escolher para casamento?
A combinação clássica: Brut para recepção e brinde (agrada à maioria) e Moscatel para a mesa de doces e o bolo. Calcule as quantidades no capítulo 16.
Quantas taças rende uma garrafa?
Uma garrafa de 750 ml rende 5 a 6 taças de 120–150 ml.
Quantas garrafas comprar para uma festa?
Regra rápida: meia garrafa por pessoa em festas com outras bebidas; 1 garrafa para cada 5–6 pessoas se for só o brinde. Use a calculadora interativa para o seu caso.
Qual é a temperatura ideal?
Entre 4 e 10 °C, conforme o estilo: Moscatel e Demi-Sec a 4–6 °C; Brut a 6–8 °C; métodos tradicionais complexos a 8–10 °C.
Quanto tempo o espumante dura depois de aberto?
Com tampa própria para espumante e geladeira, de 1 a 3 dias mantendo boa efervescência.
Espumante vence?
Não há prazo de validade legal como em alimentos perecíveis, mas há janela ideal de consumo: Charmats e Moscatéis são melhores jovens (1–3 anos da compra); métodos tradicionais aguentam mais. Guardado errado, qualquer um decai.
Espumante pode ser guardado?
Sim, no escuro, fresco e estável. Mas só os métodos tradicionais estruturados ganham algo com anos de guarda — os demais apenas envelhecem (capítulo 15).
Como abrir corretamente?
Garrafa gelada, polegar na rolha, gaiola afrouxada sem soltar, 45°, girando a garrafa — até o suspiro discreto. Nunca aponte para pessoas (passo a passo no capítulo 10).
Qual a diferença entre Charmat e Tradicional?
No Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanque pressurizado (perfil frutado e fresco); no Tradicional, dentro da própria garrafa, com maturação sobre as leveduras (perfil cremoso, com notas de pão e frutos secos).
O que significa Nature?
É a categoria mais seca da legislação brasileira: até 3 g/L de açúcar residual, praticamente sem dosagem.
O que é perlage?
O cordão de borbulhas que sobe na taça. Fino e persistente, é um dos prazeres visuais do espumante.
O Brasil produz bons espumantes?
Sim — o espumante é reconhecido como o produto mais premiado do vinho brasileiro em concursos internacionais, com destaque para a Serra Gaúcha. O frescor da uva colhida em clima de altitude é a assinatura nacional.
Existem espumantes brasileiros com denominação de origem?
Sim: a DO Altos de Pinto Bandeira (2022) é dedicada exclusivamente a espumantes de método tradicional, e a DO Vale dos Vinhedos (2012) contempla espumantes entre seus produtos (capítulo 8).
Qual taça deve ser usada?
A tulipa é a mais versátil; a flute valoriza o perlage em brindes; a taça de vinho branco abre espumantes complexos. A Taça Oficial do Espumante Brasileiro foi desenvolvida especificamente para valorizar o perlage e o perfil dos rótulos nacionais (capítulo 10).
Espumante pode acompanhar uma refeição inteira?
Pode — é um dos poucos vinhos que transita da entrada à sobremesa: comece com um Brut, siga com um método tradicional nos pratos principais e feche com Moscatel no doce.
Existe espumante brasileiro sem álcool?
Sim, em versões 0,0% brancas e rosés — veja a coleção sem álcool do site e a seção 5.10.
Qual espumante é indicado para iniciantes?
Dois caminhos seguros: um Brut de Charmat (seco equilibrado e frutado) ou, para quem prefere doçura, um Moscatel. A partir daí, explore Extra Brut e métodos tradicionais.
Mitos e verdades
Desfaça ideias comuns sobre doçura, métodos, serviço, guarda e qualidade dos espumantes.
“Espumante é somente para comemorações.”
Mito. É um dos vinhos mais gastronômicos e versáteis que existem — acompanha da entrada à sobremesa e transforma uma terça-feira comum. A associação exclusiva com festas é herança de marketing, não de técnica.
“Espumante doce é de qualidade inferior.”
Mito. Doçura é estilo, não defeito. Um bom Moscatel exige uvas aromáticas de qualidade e técnica precisa de interrupção da fermentação. Qualidade se mede pelo equilíbrio, não pelo açúcar.
“Método Charmat é sempre inferior ao método Tradicional.”
Mito. São propostas diferentes: o Charmat preserva fruta e frescor; o Tradicional constrói complexidade. Um Prosecco de tanque bem-feito é melhor que um método tradicional malfeito — sempre.
“Quanto mais borbulhas, melhor.”
Parcialmente mito. O que indica cuidado é a finura e a persistência do perlage, não a quantidade bruta de espuma. E a taça, sua limpeza e a temperatura influenciam muito o que você vê.
“Todo espumante melhora com o tempo.”
Mito. A maioria (Charmat, Moscatel, Prosecco) nasce pronta e perde o encanto com anos de guarda. Apenas métodos tradicionais estruturados evoluem bem — e mesmo eles têm prazo (capítulo 15).
“Espumante combina apenas com sobremesas.”
Mito. É quase o contrário: os secos (Nature a Brut) brilham no salgado, das ostras à feijoada. Só os doces pertencem à sobremesa (capítulo 11).
“Espumante deve ser servido quase congelado.”
Mito. Frio demais anestesia os aromas. Moscatéis pedem 4–6 °C, mas um método tradicional complexo mostra seu melhor entre 8 e 10 °C.
“A colher na garrafa preserva as borbulhas.”
Mito — testado e refutado repetidamente. O que preserva o gás é tampa hermética própria para espumante e geladeira.
“Somente produtos franceses podem ter alta qualidade.”
Mito. Champagne é referência histórica, mas espumantes brasileiros acumulam reconhecimento internacional em concursos e conquistaram, em 2022, uma Denominação de Origem exclusiva para espumantes — a Altos de Pinto Bandeira (capítulo 8). Qualidade não tem passaporte.
“Brut significa totalmente sem açúcar.”
Mito. O Brut brasileiro pode ter de 8,1 a 15 g/L de açúcar — pouco perceptível, mas presente. Totalmente seco é o Nature (até 3 g/L).
“Rosé é necessariamente doce.”
Mito. A cor vem das cascas de uvas tintas, não do açúcar. Há rosés Nature, Extra Brut e Brut — tão secos quanto qualquer branco.
“Moscatel serve apenas para sobremesas.”
Mito. É o rei da sobremesa, sim, mas também acompanha queijos azuis, pratos apimentados, brunches e tardes de calor — e muita gente o aprecia puro, como a taça de boas-vindas.
“Prosecco é o nome de qualquer espumante leve.”
Mito. Prosecco designa, na Itália, uma denominação de origem; no Brasil, historicamente, espumantes da uva Glera. Não é sinônimo genérico de “espumante levinho” (seção 5.7).